quarta-feira, 9 de março de 2011

Partidos Genéricos

Quando parlamentares insatisfeitos com os novos rumos do PT, versão governo, sairam ou foram expulsos da legenda e formaram o PSOL, havia alí a legitimidade de se manter a coerência de suas posições políticas, concorde-se com elas ou não. Figuras como Helosia Helena saíram do seu antigo partido e fundaram um novo para continuar defendendo seus ideais. Muito diferente da atual manobra do prefeito paulistano Gilberto Kassab que, sem espaço no seu atual partido, o Democratas, devido a mesquinhas disputas internas pelo poder, busca um novo caminho para tentar saltos maiores.

Embora nossos políticos constumam ser eleitos mais pelo peso de seus nomes e dos dólares que entram na conta de seus marketeiros (ou nas cuecas dos seus filiados), que pelas plataformas dos partidos aos quais pertencem, ainda assim a quase certa saída do prefeito de São Paulo para uma nova e genérica legenda, o Partido da Democracia Brasileira (PDB), surpreende pois escancara, de maneira clara, a falta de compromisso político de nossos representantes.

Kassab foi eleito por um partido com uma plataforma liberal. Agora, articula a criação do PDB já com a possibilidade se fundir ao PSB, de ideal teoricamente socialista. A questão que se levanta, diante dos fatos, não é tanto a manobra política para escapar de uma punição por infidelidade partidária, o que, por si só já deveria ser condenado, mas a validade de um partido que nasce sem indentidade nenhuma, disposto a aceitar políticos dos mais variados partidos, tudo em nome de seus projetos pessoais de poder.

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